"minha fala é como o mar, quem mergulha nela, aprende a me ver dentro dela, escrever na areia, contar estrela, significante pra mim."
sábado, 6 de novembro de 2010
cafezinho?
Ele achava que as coisas poderiam ser difíceis sem o café. De início foi mesmo, principalmente quando sentia aquele cheiro que invadia todos os seus poros e o fazia delirar só de pensar na possibilidade, mas, ao ir deixando o café aos poucos, percebeu que podia viver sem ele. Percebeu que o café era, sim, necessário, mas enquanto ele se mantinha consumidor. Depois, por mais que fosse cheiroso, tivesse um gosto espetacular, o café passou a ser supérfluo, desnecessário. O café não fazia tão mal assim, mas também não fazia tão bem assim. Dava apenas a euforia momentânea por ser um estimulante natural, mas sem ele, o sorriso era mais branco.
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